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Dengue

Dengue é uma virose transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, que pica apenas durante o dia, ao contrário do comum, o Culex, que ataca sempre à noite.

A doença ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil, e incide no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. De início súbito, a dengue evolui de forma benigna quando corretamente tratada.

A maioria das pessoas melhora após cerca de cinco dias, recuperando-se completamente em dez dias. Contudo, em alguns casos, a dengue clássica pode dar lugar à hemorrágica, que é a forma mais grave da infecção, evoluindo, entre outras complicações, com diminuição acentuada da pressão arterial. Essa hipotensão requer atendimento médico imediato, pois pode levar o indivíduo ao choque.

As formas que mais importam, seja pela freqüência, seja pela gravidade são:
1. Dengue clássica – a mais comum, provoca febre, cefaléia, mal-estar generalizado e dores musculares;
2. Dengue hemorrágica – inicia-se como a forma clássica, porém, depois de três a cinco dias a febre cede. Depois de dois dias ausente, a febre volta, acompanhada de manifestações hemorrágicas na gengiva, na pele e de dores abdominais fortes;
3. Síndrome do choque da dengue – inicia-se como a forma clássica, porém, depois de três a quatro dias, o paciente evolui com queda da pressão, sudorese intensa e distúrbio de atenção devido ao baixo fluxo sanguíneo. Essa forma é bastante rara, especialmente na dengue primária (a primeira vez em que se tem dengue).

Convém ressaltar que o risco de dengue hemorrágica só existe para quem já teve algum episódio anterior da doença.

Causas e sintomas

Os sintomas da dengue podem ser confundidos com os de inúmeras outras doenças como leptospirose, sarampo, rubéola e, até mesmo, gripe. A dengue clássica manifesta-se com febre alta, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza e apatia, dores nas juntas e no fundo dos olhos, náuseas, vômitos e manchas no corpo por cerca de sete dias.

Entretanto, é importante salientar que a intensidade dos sintomas varia de acordo com a resposta individual ao vírus, sendo que em algumas pessoas a dengue pode passar como uma gripe forte ou outra “virose”, sem o correto diagnóstico.

A dengue hemorrágica se inicia da mesma forma que a dengue clássica, mas seus sinais clínicos característicos se manifestam quando a febre começa a ceder: dor abdominal, sintomas indicativos de queda de pressão, como suores frios, tontura, desmaios e pele fria, sangramentos incessantes – nasais, gengivais, urinários, gastrointestinais ou uterinos – e escurecimento das fezes, entre outros.

A dengue é causada por um arbovírus que possui quatro sorotipos (1, 2, 3 e 4), todos eles capazes de desencadear infecção com as mesmas manifestações. Cada vez que se contrai a doença por um tipo de agente, ganha-se imunidade contra novas infecções provocadas por esse tipo. Assim, todo indivíduo pode apresentar até quatro episódios de dengue.

A dengue hemorrágica só ocorre em quem já teve dengue e sofre uma nova infecção, por um sorotipo diferente do primeiro. Esta reinfecção causa uma reação exacerbada do sistema imune, que acaba por desencadear a hemorragia.

A dengue não é transmitida diretamente de pessoa para pessoa, sempre contando com a participação do mosquito como intermediário. Entre a picada do inseto e a manifestação dos sinais clínicos costuma haver um intervalo de 2 a 15 dias.

Exames e diagnósticos

O diagnóstico inicial da dengue é clínico, ou seja, baseado na história e no exame físico da pessoa, e feito por exclusão de doenças mais graves que cursam com sintomas semelhantes. É possível comprovar a virose com um teste que pesquisa, no sangue do indivíduo com a suspeita, a presença de anticorpos contra o arbovírus.

Esse exame, no entanto, só se mostra positivo a partir do sexto dia do início dos sintomas. Um exame mais recente, chamado PCR ou teste molecular, é capaz de detectar o vírus no sangue do paciente mais precocemente, permitindo ao médico fechar o diagnóstico com mais rapidez e segurança e instituir o tratamento adequado rapidamente.

Tratamento e prevenções

O tratamento da dengue clássica costuma ser feito em casa e abrange a reidratação oral do indivíduo, com soro caseiro ou soluções próprias para essa finalidade, assim como o uso de antitérmicos e analgésicos para baixar a febre e controlar as dores.

Em vista do risco de sangramento associado a essa infecção, nenhum medicamento deve ser tomado sem prescrição médica diante da suspeita de dengue, já que muitos antiinflamatórios e analgésicos contêm substâncias ativas que alteram a coagulação do sangue, favorecendo hemorragias, como é o caso do ácido acetilsalicílico, presente na Aspirina®.

Já a dengue hemorrágica requer internação hospitalar para reidratação venosa e monitoramento contínuo para evitar choque.

A prevenção da dengue implica, necessariamente, na eliminação dos transmissores, os mosquitos. Como o Aëdes aegypti é um inseto doméstico, que vive dentro ou nas proximidades das habitações, é necessário acabar com os locais onde a fêmea põe os ovos. Para tanto, qualquer coleção de água precisa ser suprimida.

Na prática, recomenda-se colocar terra no prato dos vasos das plantas, limpar as calhas dos telhados para evitar acúmulo hídrico, não expor à chuva objetos que possam armazenar água, acondicionar o lixo em sacos ou recipientes fechados e tampar caixas d’água, entre outras providências.

Como medidas de proteção individual para evitar as picadas do mosquito, recomendam-se o uso de repelente à base de dietiltoluamida (Deet) nas áreas expostas do corpo, a aplicação de inseticida nos ambientes da casa, o emprego de telas e mosquiteiros e a utilização de espirais ou vaporizadores elétricos nos horários em que os mosquitos mais picam – antes do amanhecer ou no fim da tarde.

Fonte: Assessoria Médica Fleury.