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Febre Amarela - Informativo Especial

IMPORTANTE: em virtude da escassez da vacina contra febre amarela no mercado, e na ausência de condições que garantam sua oferta em quantidade adequada à demanda, sem interrupção aos clientes, o Grupo Fleury optou por não disponibilizar, neste momento, a imunização em sua rede de atendimento. A decisão da companhia é amparada no fato de a vacina contra febre amarela também estar disponível no serviço público, em uma rede com maior capilaridade de atendimento.

 

A febre amarela é uma doença grave, de alta letalidade, endêmica no Brasil, mas que se comporta com ondas epidêmicas periódicas. Entre julho de 2016 e junho de 2017, foi registrado um dos eventos mais expressivos da história da febre amarela no Brasil, com expansão da dispersão do vírus pelo Sudeste brasileiro, incluindo áreas onde o vírus não era registrado havia décadas.

Neste período, foram confirmados 777 casos humanos e 261 óbitos. Atualmente, o Estado de São Paulo vive um intenso aumento da incidência da doença – desde janeiro de 2017 até 16 de janeiro de 2018, foram confirmados 69 casos, sendo 40 autóctones (a infecção aconteceu dentro do Estado), dos quais 21 (52,5%) foram a óbito*.

 *Referência: Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre a febre amarela, conversam
os com Dra. Carolina Lázari, assessora médica em Infectologia do Fleury, e preparamos algumas perguntas e respostas sobre a doença.


O que é a febre amarela?
A febre amarela é uma doença infecciosa, que pode ser caracterizada como silvestre ou urbana, dependendo da forma de transmissão do vírus. No Brasil, os casos reportados até o momento são considerados silvestres, visto que a transmissão ocorre em áreas de mata, por meio de mosquitos que não estão adaptados ao meio urbano, que adquirem o vírus após picarem macacos infectados. O homem, neste tipo de ciclo, é eventualmente infectado quando reside próximo a essas áreas ou as visita durante atividades recreativas ou profissionais.

 

Qualquer pessoa pode contrair a doença?
Sim. Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode contrair a doença, com exceção daquelas previamente imunizadas, seja porque já tiveram a doença anteriormente, seja por terem recebido a vacina (OBS: em 2014, a Organização Mundial de Saúde alterou a recomendação sobre a imunização contra a febre amarela. Desde então, pessoas que já tomaram uma dose em qualquer fase da vida, mesmo que antes de 2014, não precisam se vacinar mais contra a febre amarela).

 

A febre amarela é contagiosa?
A febre amarela não é contagiosa de uma pessoa a outra. A doença somente é transmitida pela picada do mosquito infectado. Do mesmo modo, o contato direto com macacos não resulta em transmissão, mesmo que o animal esteja doente. Existe risco de contrair a doença em caso de acidente perfuro-cortante envolvendo sangue de pessoa que esteja nas primeiras semanas da infecção, logo, para quem manipula material biológico, vale a mesma recomendação já bem conhecida: a qualquer acidente deste tipo, informe sua liderança e procure a Saúde Ocupacional da sua empresa.

 

Quais são os sintomas da febre amarela?
Os primeiros sintomas são febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo (principalmente nas costas), náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Também podem ocorrer sangramentos. Atenção: embora a doença receba este nome, nem todas as pessoas doentes apresentam icterícia, ou seja, nem todos ficam “amarelos”. Logo, pessoas que residem em áreas de risco, nunca foram vacinadas e que apresentem os sintomas mencionados não devem esperar alguma alteração de cor da pele para procurar atendimento médico.



Qual é a melhor forma de prevenir a febre amarela?
A melhor forma de evitar a febre amarela é se vacinar. Após tomar a vacina, a proteção terá início a partir de dez dias. Pessoas que tenham contraindicações à vacina e residam em áreas de risco devem usar repelentes. Já aquelas que não possam ser vacinadas e não residam em áreas de risco devem evitar visitar essas áreas enquanto estiverem ocorrendo casos.

 

Quem pode tomar a vacina?
Pessoas com idade entre 9 meses e 60 anos, que não apresentem contraindicações (veja a seguir). Acima dos 60 anos, os riscos de efeitos adversos graves da vacina são maiores, portanto, a indicação deve ser avaliada caso a caso pelo médico, conforme o risco de adquirir a doença a que a pessoa estiver exposta.

 

Quem deve tomar a vacina?
Como a vacinação contra febre amarela pode, ainda que raramente, levar a efeitos adversos graves, não deve ser administrada indiscriminadamente, mas apenas para as pessoas que estão realmente expostas ao risco de contrair a doença. Isto é, pessoas que residam ou estejam com viagem programada para áreas em que há circulação comprovada do vírus da febre amarela, principalmente onde tenham ocorrido, recentemente, casos confirmados da doença em humanos ou em macacos. Em São Paulo, a Secretaria de Estado de Saúde tem atualizado semanalmente as áreas onde foram registradas essas ocorrências, e programando o calendário vacinal conforme esse mapa de risco.

 

Quem não deve tomar a vacina? Por que?
A vacina é contraindicada para indivíduos que apresentem condições que levam ao maior risco de desenvolver os efeitos adversos graves da vacina, entre as quais destacam-se os transplantes, os tratamentos de câncer em curso, a infecção pelo HIV quando associada a imunodepressão grave, o uso de medicamentos imunossupressores e de corticoides em altas doses, entre outras. Mulheres grávidas e lactantes não são habitualmente vacinadas devido ao risco de transmissão de vírus ao bebê, logo, a indicação deve ser cautelosamente avaliada de maneira individualizada conforme o risco de exposição. Como o processo de fabricação da vacina utiliza ovos de galinha, alérgicos a este alimento também não devem receber essa vacina.

 

Onde posso tomar a vacina?
Você poderá encontrar a vacina nos postos públicos de saúde. A lista dos bairros da cidade de São Paulo em que a vacinação é indicada, assim como a dos postos de saúde que oferecem a vacina, está disponível no site da Prefeitura Municipal, enquanto informações sobre outras cidades do Estado podem ser acompanhadas no site da Secretaria Estadual e das respectivas prefeituras.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/doencas_e_agravos/index.php?p=243611​

http://www.saude.sp.gov.br/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica-prof.-alexandre-vranjac/homepage/destaques/febre-amarela-boletim-epidemiologico

 

Devo ter pressa para me vacinar?

Se você não mora e nem vai fazer uma viagem inadiável para as regiões em que estão ocorrendo os casos em humanos e em macacos, você não está sob risco de contrair a doença. Portanto, deve acompanhar os calendários que serão divulgados pelas agências públicas de saúde e se vacinar no momento oportuno conforme essas recomendações, com mais conforto e segurança.

 

Por que não são vacinadas todas as pessoas de uma só vez?

Há vários motivos para essa decisão. Em primeiro lugar, a vacina contém vírus vivos da febre amarela, enfraquecidos para que estimulem a imunidade sem causar a doença. Entretanto, em casos raros, o vírus vacinal pode causar doença, com graus variáveis de gravidade, inclusive manifestações idênticas à doença natural e que podem levar à morte. Isso ocorre principalmente nas pessoas com condições que interferem junto a sua imunidade, mas não somente nelas. Evidentemente, quanto mais pessoas forem vacinadas, maior o número daquelas que apresentarão esses efeitos adversos graves e maior o risco de que indivíduos com contraindicações sejam vacinados inadvertidamente. Além disso, essa vacina é muito sensível às condições de armazenamento, e qualquer variação de temperatura pode torná-la inativa. Assim, a vacinação só pode ser feita em locais especializados, que recebam as doses em lotes restritos, para garantir a qualidade e a eficácia da vacina que será aplicada na população. Por fim, o processo de fabricação é extremamente complexo, feito em milhares de ovos de galinha, o que limita a capacidade de produção.

 

A doença tem tratamento?

Não existe tratamento específico contra o vírus. As medidas adotadas são para controle dos sintomas e para suporte à vida, nos casos graves. Desse modo, o mais importante é a prevenção, que, contudo, deve ser feita de maneira consciente, responsável e atenta às recomendações dos órgãos oficiais, para que não resulte em problemas ainda mais graves que a própria doença.