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Mitos e verdades sobre o Ebola


Para comentar o assunto, conversamos com Celso Granato, infectologista e diretor clínico do Fleury.

>>> Tire suas dúvidas sobre o Ebola

O ebola só atinge países pobres.
Mito. Para contrapor essa ideia, podemos citar como exemplo atual os Estados Unidos, onde um foi confirmado, no início de outubro, o caso de um liberiano residente no estado do Texas. Ele havia visitado a família na Monróvia, capital da Libéria. A diferença entre um país pobre para um país rico é que, no rico, a doença chega e não se propaga, pois o doente é, rapidamente, isolado. Num país pobre, propaga-se por falta de recursos para se proteger. 


Os sintomas do ebola são parecidos com os da gripe.
Verdade. Pelo menos, na fase inicial. Os sintomas do ebola são, basicamente, febre, diarreia, vômitos e mal estar geral (dor de cabeça e indisposição). A doença começa a se distinguir bem da gripe e a ficar mais evidente quando a pessoa sangra. Mas é bom reforçar que nem todo mundo que tem ebola sangra.


Conversar ou estar no mesmo local de um infectado não expõe ninguém ao risco.
Verdade. Tem de haver contato físico com secreção.


Quanto mais avançada a doença, mais fácil o contágio.
Verdade. Por conta do sangue, porque a pessoa começa a sangrar e o sangue é grande fonte de propagação do vírus.


Quem não tem sintoma não transmite a doença, mesmo infectado.
Verdade. A doença só pode ser transmitida quando o doente começa a apresentar sintomas, como a febre. Se ela tiver o vírus, mas o vírus não se manifestar, o ebola não é passado para outra pessoa. É importante enfatizar que o período de incubação do ebola é de 2 a 21 dias – o que significa que posso carregar o vírus até três semanas sem manifestar nada. 
 

O corpo de quem foi infectado não oferece risco de contágio depois da morte.
Mito. Porque o vírus tem certa sobrevivência mesmo depois da morte do doente. Para nossa cultura, pode ser inusitado, mas, nessas regiões da África, faz parte do ritual lavar os cadáveres, quando é bem provável que se tenha contato com o sangue da pessoa infectada. Uma vez que o doente, supostamente, morreu há pouco tempo, o vírus continua bem ativo.


Não existe tratamento específico para combater o vírus ebola.
Verdade. Várias drogas já foram experimentadas, mas todas em laboratório. Aqui no Brasil, o que se deve fazer, imediatamente, em caso de suspeita, é perguntar se a pessoa veio de algum dos países com surto (atualmente, Guiné, Serra Leoa e Libéria), isolá-la e telefonar ao Corpo de Bombeiros, que a conduzirá ao Hospital Emilio Ribas, na capital paulista.​​​​